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sábado, 3 de setembro de 2011

até que você venha

Estou caído num pequeno lugar
e confesso que estou cheio de nada.
Sim, dentro de mim não há nada.
Aliás, há sim.
Há um amor que espera por alguém.
Está chovendo,
A cadeira de ferro está fria,
E você não está aqui.
Tenho uma garrafa de vodka na mochila,
Um copo na mesa,
E você não está aqui.
Todas as cadeiras estão vazias,
Só o frio está comigo,
E você não está aqui.


Esse pode ser o maior poema de minha vida,
porque eu só vou parar de escrevê-lo quanto te ver.
Um poema grande poderia ser bom,
mas esse não...
Pois, se ele tão longo for,
significa que não estou contigo.
Por isso vou escrevendo,
na esperança de ver você chegar,
na esperança de ter você aqui.
Contemplar teu sorriso,
ver teu olhar me olhando,
ou dançando dentro de suas palpebras
ao olhar o tempo passar.


O tempo está passando,
e a cada minuto que passa,
o poema cresce um pouco.
Olhei a rua e pensei ter te visto,
nem eu mesmo sei o que senti, 
só sei que foi bom.
Fez você aparecer em minha mente.
Será que vivo imaginando coisas agora?
Estaria eu sofrendo de delírios?


Está ficando um dia frio por aqui,
isso me faz lembrar uma música:
"Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro.
O pensamento lá em você, eu sem você não vivo..."


Ah meu deus!
Quando esse poema vai acabar?
As minhas mãos estão geladas
e minha façe está começando 
a congelar numa expressão aflita.


Estou disposto a ficar aqui!
Eu detesto terminar um poema no meio
Mas esse eu termino por aqui.
Sem mais palavras...
Você está aqui.

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